Todos os dias eu tinha que ir lá. Lá eu via o mundo de uma
forma diferente da correria do dia- a-dia, era mais calmo, mais sereno, e ao
mesmo tempo banhado de adrenalina.
O lugar era bem alto,
eu podia ver a cidade toda de lá – pelo menos eu acreditava nisso; e foi lá que
descobrí muitas coisas de minha personalidade. Aquele meu cantinho do coração,
era a caixa d’agua do prédio do lado da minha casa. Lá eu ia para pensar, pra
tomar banho de chuva, pra olhar as estrelas, me energizar cm a lua. Lá eu dava
as mãos, à amigos que compartilhavam aqueles momentos comigo, ouvindo música,
conversando, ou simplesmente curtindo o silêncio. Era único, mas agora já não é
mais.